O básico sobre controladores: Como funcionam e como utilizar

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Olá galerinha, em especial aos músicos!

O post de hoje é dedicado a dar uma breve explicação do que são controladores, como funcionam e como utilizá-los na produção musical. Vou me basear no outro artigo que escrevi contando sobre o midi e os instrumentos virtuais e que prometi dar uma definição mais clara sobre a função de um controlador. então vamos lá! ?

Primeiramente, pense num controlador como alguma coisa que tem o controle sobre outra.

Que tal por exemplo começar pela televisão?
Pois é. A televisão é um exemplo de aparelho que usa um controlador. O controle remoto permite que possamos desfrutar todos os recursos da TV sem precisarmos nos levantar para isso.
Tal como os controles de TV, também existem controles de som, de DVDS e de outros aparelhos.

Quando o midi estava engatinhando, já estavam pensando em uma possibilidade de executar a mesma técnica descrita no outro artigo: Gerar os comandos necessários em tempo de execução e decodificar tudo reproduzindo o que foi instruído.

Para que isso fosse possível, controladores tiveram que ser criados.

Os teclados quando começaram a surgir, além de serem reprodutores de timbres, começaram também a atuar como controladores.

Hoje isso quer dizer que com um simples teclado você pode executar timbres muito reais.

Os teclados possuem suporte para a entrada de um cabo que na época tinha uma ponta de formato circular com vários pequenos conectores de 5 pinos em volta dentro.

Esse cabo é o cabo midi convencional que começou a ser utilizado para interligar dispositivos midi e existe até hoje.
Ele acabou sendo muito utilizado para conectar teclados em placas de som externas profissionais usadas para gravação e reprodução, que contam com a conexão referida geralmente na parte traseira.

Uma ponta do cabo vai na entrada midi (midi in) do teclado e a outra na saída  (midi out) da placa; isso para transmitir comandos midi do teclado pra placa e da placa para o computador, sendo manipuladas com um software de produção musical como Sonar, Reaper, Cubase, etc.

É preciso fazer configurações nesses softwares para que eles possam reconhecer as informações enviadas pela conexão de entrada midi (midi input) ou de saída midi (midi output) caso necessite fazer o inverso, por exemplo reproduzir um arquivo midi do seu computador diretamente num teclado ou outro instrumento compatível.
nesse caso, você tem duas alternativas:

  • Conectar mais um cabo padrão midi na saída midi (midi output) do teclado, com a outra ponta na entrada midi (midi in) da placa de som.
  • Retirar o cabo midi conectado no midi in do teclado e fazer a inversão, colocando no midi out do instrumento e a outra ponta no midi in da placa.
Existe além do cabo midi convencional o cabo midi USB, muito parecido com aqueles usados em impressoras USB.

Teclados que não tiverem a conexão midi convencional precisarão desse outro cabo.
também será necessário baixar um driver geralmente fornecido no site da marca do teclado ou de outro instrumento midi caso o windows não reconheça o dispositivo, para enviar e receber comandos midi entre teclado e computador.
Com esse tipo de cabo é possível tanto transmitir sinais midi ao tocar o teclado para o computador quanto fazer o inverso, do computador para o teclado, através de arquivo midi como exemplificado acima; tudo usando uma única conexão USB.
Com a conexão midi padrão isso não era possível, até inventarem o midi U presente em alguns poucos instrumentos.

Os cabos midi convencionais estão aos poucos sendo substituídos por cabo midi USB, mas ainda são muito fáceis de encontrar em qualquer loja de música.

Além deste, existe um outro tipo de cabo midi USB que em uma das extremidades e possui duas pontas juntas com os conectores semelhantes aos que se encontram nos cabos midi padrão, para ligar input e output respectivamente.
A outra ponta é USB e vai direto para uma porta USB do computador.
Quem costuma fazer esse tipo de cabo é a marca Roland

Quando os dispositivos são interligados, pode-se controlar diretamente cada um deles.

Muitos tecladistas por exemplo usam os seus teclados para controlar outros. Isto permite a interação com vários teclados ao mesmo tempo e o acesso de alguns dos seus recursos. Essa mesma ligação seria usada mais tarde nos computadores e nas placas de som
compatíveis para controle de instrumentos virtuais.
Assim, é possível fazer o sequenciamento em tempo real das notas de qualquer VSTI disponível ativando as amostras previamente gravadas.

Uma coisa que acabei esquecendo no artigo anterior, é que antes de surgirem os instrumentos virtuais de computador, já existiam os módulos que eram pequenos aparelhos que só tinham a capacidade de reproduzir timbres GM (General Midi).

Não tinham teclas, porque era o teclado que os controlava.
Naquela época para se ter mais timbres diferentes além dos que já vinha com o teclado, se fazia então o uso de módulos de timbres.

Depois que veio à tona as inúmeras possibilidades de criação de músicas com  infinitos timbres, percebeu-se que talvez podiam fazer controladores sem nenhum som embutido e os módulos acabaram por ficar em desuso apesar de existirem até hoje.

Alguns estúdios ainda o utilizam, mas os instrumentos virtuais os substituem completamente.
De fato, existem muitas opções de instrumentos virtuais em forma de plug-in; alguns pagos e baratos com relação ao custo de um teclado top de linha e outros até gratuitos.

A concorrência de grandes marcas de instrumentos eletrônicos com relação à outras que investem tempo e dinheiro para lançar ao mercado timbres inimagináveis em forma de software é de certa forma muito acirrada.

Temos que levar em conta também os computadores portáteis principalmente notebooks e ultra books com um ótimo processamento, que fazem os músicos se aventurarem a usar os plugins ao vivo num show mudando os timbres diretamente no controlador.
Mas a desvantagem é que num computador desses mesmo com um bom processador, ainda são um pouco duvidosos nessa questão. Por isso recomenda-se usá-los somente para gravação e produção de músicas, apesar de vários músicos terem relatado que não tiveram problemas.

Bem... Alternativas não faltam. Eu ainda prefiro usar timbres e recursos de teclado ao vivo (que já foram projetados para esse tipo de situação) e plugins em casa para gravação e produção.

Existem controladores de 61, 76 e 88 teclas.

Também existem os controladores mais dedicados com recursos e funções, como reconhecimento e mapeamento automático de recursos da DAW e parâmetros de plugins.
Já se tem conhecimento de outros instrumentos que podem ser utilizados como controladores também, como guitarras, sanfonas, baterias eletrônicas, dentre outros (obviamente com suporte a midi).

Este é o resumo do funcionamento básico de um controlador midi.

Controladores de um modo geral facilitaram muito a nossa vida e são muito importantes quando precisam ser usados.
Para a produção de músicas, um controlador na mão de um produtor musical é mais do que essencial! ?

Grande abraço a todos e nos vemos nos comentários!

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Sobre mim

Sou tecladista, pianista e graduado como produtor fonográfico pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), além de qualificado profissional em composição e arramjo e técnico em instrumento musical pela faculdades EST de São Leopoldo.

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